Curiosidades Medievais
ALIMENTAÇÃO
A alimentação medieval era feita à base de cereais, de carne, de peixe, de vinho e cervejaAs duas refeições principais do dia eram o jantar e a ceia.
O jantar era a refeição mais importante e decorria entre as oito e nove horas da manhã, e ceava-se pelas seis ou sete horas da tarde.
Ao longo do ano ocorriam cerca de 68 dias de abstinência obrigatória de carne. Em tempo de jejum, não se podia comer carne, ovos, queijo, manteiga, banha, vinho e peixe gordo.
Os alimentos nomeadamente a carne e peixe podiam ser consumidos frescos, sendo também comum, o uso de peixe seco e fumado e a carne salgada ou conservada em banha, já que era a única maneira de conservar os alimentos por tempo mais longo e transporte em grandes distâncias.
Os vegetais eram pouco apreciados pelas classes superiores, sendo geralmente consumidas pelo povo. Os frutos eram amplamente consumidos destacando-se a laranja azeda, limão, amêndoas, uvas, figos e azeitonas.
Os frutos eram geralmente acompanhados de vinho. O vinho amplamente consumido, era alvo de várias restrições à sua importação, como foi o caso das posturas municipais em Torre de Moncorvo.
Os pratos de cerâmica e metal eram um luxo reservado aos nobres mais ricos. A maioria utilizava grandes fatias de pão, sobre as quais se servia a comida, havendo também peças em madeira para o consumo de sopas.
Os talheres, que raramente eram usados, eram somente a colher e a faca. Os copos eram maiores que atualmente e eram denominados de vasos.
No interior transmontano, era também consumido em vez do pão durante grande parte do ano, a castanha.
HIGIENE E DOENÇAS
Contrariamente ao que se costuma associar, na Idade Média era o paraíso da imundície, o que não é correto, apesar de as condições de higiene e salubridade serem muito inferiores às atuais, mas não muito diferentes das dos nossos bisavós.
Apesar de ser uma atividade condenada pela Igreja, continuaram a utilizar-se os banhos públicos e as termas. Uma atividade corrente era a lavagem frequente das mãos, particularmente, antes das refeições.
Nas diversas localidades, era comum existirem fontes, geralmente, de mergulho para o consumo das populações. A referência mais antiga a uma fonte em Torre de Moncorvo, é o conserto do chafariz das Aveleiras, em 1390.
Havia particular interesse na limpeza do vestuário, com a sua lavagem em tanques e cursos de água, sendo a indústria do sabão uma atividade muito relevante.
O tratamento da barba e dos cabelos através do penteio e corte era uma prática corrente. Os barbeiros tinham uma função social relevante, desempenhando outras funções como de sangrador, cirurgião e médico.
Era comum a associação do mal cheiro com o pecado. As doenças eram vistas como castigos divinos.
Os tratamentos dos doentes passavam, sobretudo, por rezas, penitências e mezinhas feitas com variadas ervas e até pós de texugo.
Os exorcismos eram uma alternativa para doenças desconhecidas ou comportamentos estranhos.
Foram comuns várias epidemias e pestilências. Foi particularmente brutal a peste negra, no séc. XIV, que dizimou cerca de um terço da população europeia.
Subscreva para receber informações sobre a Feira Medieval de Torre de Moncorvo